quarta-feira, junho 13, 2007

Campolide é linda!

Um bonito 3.º lugar , a marcar a noite em que pela primeira vez torci pelo meu bairro na Avenida!

terça-feira, junho 12, 2007

O mito?

Anthony of Padua, St (1195-1231), Franciscan monk, born in Lisbon. He became an Augustinian monk at the age of 15 and ten years later joined the Franciscan order, becoming a provincial, or administrator of a group of monasteries, for that order in 1227. He taught theology in Italian and French cities and preached in those areas, especially in the vicinity of Padua. In 1230 he resigned his provincialship to devote more time to preaching. The year after his death he was canonized by Pope Gregory IX; in 1946 he was named Doctor of the Church. Anthony is the patron saint of Padua and of Portugal, and the saint invoked for the finding of lost articles. His feast day is June 13.

Aqui.


Santo António de Lisboa (Lisboa, 15 de Agosto de 1195Pádua, 13 de Junho de 1231), de seu nome de baptismo Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo (ou Fernon Martin di Bulhon y Tavera Azeyedo) filho de Martim de Bulhões e Maria Teresa Taveira Azevedo. É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido nessa cidade italiana. Regra geral, os santos católicos são conhecidos pelo nome da cidade onde falecem e onde permanecem as suas relíquias – pois que, na doutrina cristã, a morte mais não é que a passagem para a verdadeira vida –, e não daquela que os viu nascer; assim sucede com Fernando de Bulhões, que nas demais línguas europeias é chamado de Pádua, e apenas reverenciado pelos povos de língua portuguesa como de Lisboa.

Por Wikipedia.

segunda-feira, junho 11, 2007

A biblioteca




"Acusavam-na de não ter lido todos os grandes clássicos e de não ter expostos, na estante, os principais troféus da literatura contemporânea.

Questionavam os recém adquiridos exemplares que ela, cuidadosamente, escolhera para a leitura de verão.

Livros condenados a folhas dobradas e a vestígios de protector solar; livros que anos volvidos guardarão, certamente, areia entre as folhas e cheiro a maresia.

Os livros, tais como os amigos, são para as ocasiões, pensava.

Cada qual tem o seu momento especifico, o seu contributo e a sua própria vivência.

O lugar que ocupam, não se restringe à prateleira, mas a uma fase especifica, a momentos de abstracção peculiares, a interesses e curiosidades momentâneas.

Não lera todos os grandes clássicos, é verdade.

Mas também não conhecera todas as pessoas que deveria.

Lera, porém, muito mais que muita gente e conhecia de cor a satisfação do regresso a casa, com os dedos vincados pelos sacos que transportam a literatura dos seus dias.

Os livros obrigatórios seriam lidos. A seu tempo, no devido compasso de espera.

Até lá, observaria o alinhamento dos seus romances e novelas, as lombadas das suas aquisições e ofertas, a desorganização de autores a que votava a sua biblioteca.

E um dia, quem sabe, o seu nome figurará na biblioteca de alguém que partilha a mesma paixão."

sábado, junho 09, 2007

Bon voyage T.!

Qual N.Y, Buenos Aires ou Londres. Nada se compara aos tempos de Barcelona!
Ficam as saudades e a certeza de uma nova cidade para guardar no teu albúm de cidadã do Mundo.


P.S Música a condizer com a ocasião!

sexta-feira, junho 08, 2007

Rectificação

No seguimento do post anterior, venho por este meio revogar a declaração proferida.
Afinal, o sentimento de pertença não se cultiva: tem-se.
O bairrismo não exige a nacionalidade portuguesa, vive-se.

Acordar de manhã, com um mexicano a fazer a barba ao som do "Lisboa à noite", faz-nos repensar as premissas em que assentam os nossos ideais.

quinta-feira, junho 07, 2007

A canção de Lisboa

Como explicar, a um estrangeiro, os arraiais de Santo António?

Como justificar o entusiasmo com que os bairros típicos de Lisboa acolhem os seus vizinhos, ao mesmo tempo que se divertem e revelam a alma lisboeta?

Como convencê-los a dançar, mão no ombro e braço na cintura, ao som das canções das marchas ou dos grandes êxitos “pimba” ?

Porquê tentar comparar os desfiles da Avenida com o sofisticado carnaval carioca?

De que serve questionar a origem do santo padroeiro de Lisboa? Quer seja de Pádua ou da Madragoa, o santo serve de desculpa para casamentos em massa e bailaricos populares em noites quentes.

A sardinha a escorrer gordura para o pão, os arcos e balões, a rivalidade entre chouriço assado e o prego no pão, os pátios abertos a convidar para jantaradas em mesas de plástico e cadeiras de estabilidade dúbia.

Lisboa resplandece em Junho e fá-lo sem grandes intervenções estéticas ou sofisticação, através dos seus personagens, que mais ou menos participantes nas festas da cidade, revelam, como em nenhuma outra altura do ano, o orgulho de ser alfacinha.

Como transmitir, repito, este sentimento aos que nos visitam? Aos que nos tentam compreender? Aos que se esforçam por sentir o peso da tradição numa cidade em constante mudança, por vezes descaracterizada, um cidade que tenta pertencer não a um país mas ao mundo?

Será este sentimento inominado o verdadeiro bairrismo que mantém viva esta tradição?

terça-feira, junho 05, 2007

Um dia isto foi um blogue

Um dia este foi um blogue onde se escrevia; onde se partilhavam ideias (descartáveis, bem sei); onde as actualizações eram feitas diariamente e a música, estrategicamente não repetida, acompanhava a leitura de cada parágrafo.

Outrora sobrava tempo para a ficção que, comummente, se confundia com a realidade, ainda que tal fosse mera coincidência.

Longe vão também os tempos em que as descrições das exposições, filmes e restaurantes preenchiam a actualidade do "Mundo".

Hoje o servidor da música está "em baixo", o relógio não perdoa e o cansaço da noite mal permite recuperar energias para a manhã.

Curiosamente,
afirmava-se, no outro dia, na blogosfera que não resta qualquer alternativa: quem tem tempo, tem blogue e quem não o tem, chapéu.
Talvez não se trate de falta de tempo, mas simplesmente de uma má afectação dos recursos disponíveis.

Recusando sempre a ideia deste espaço ser um diário, surpreende-me a ideia de que, em certa medida, talvez o seja.

Afinal de contas, este é um registo dos dias que correm: apressados, descuidados, atarefados, confusos, receosos, preguiçosos, completos.

A seu tempo, virão, certamente, dias mais calmos de escrita fluída.

Até lá, as actualizações serão feitas consoante as manhãs o permitam e a imaginação ajude.

E um dia, quem sabe, este espaço voltará a ser um blogue!







Quem chega atravessa o rio






Uma cidade para redescobrir vezes sem conta.

sábado, junho 02, 2007

Vamos ao Porto ou não vamos ao Porto?

Serralves e as suas 40 horas de festa
A promessa que, finalmente, se cumpre.
Parabéns P.!

sexta-feira, junho 01, 2007

Ranking

Depois do maior centro comercial da Europa e da maior feijoada, Portugal regressa aos tops.
Desta feita, com a Justiça.

Imagine-se o que seria se a sondagem incidisse sobre autarquias...

quarta-feira, maio 30, 2007

Inspecção ao local


A verdade é que a razão cede perante os afectos.

Sem excepções, sem reservas.

Apontem-me um pai que não é cego para apontar os defeitos de um filho, uma mãe cujos olhos lhe permitem ver a fealdade das acções das suas crianças, um irmão que consiga criticar, objectivamente, as decepções e desgostos que outro lhe causou, um filho que consiga romper o véu da admiração dos pais e encará-los sob luz crua das imperfeições.

Como entender, então, a dor da perda de um ente querido?

Como aceitar a quebra de uma união que se sobrepõe à razão, ao bom senso e à razoabilidade?

Na estrada que habitualmente (em dias de leveza) nos conduz à praia, realizou-se, esta manhã, a inspecção ao local do crime.

Peritagem, chamam-lhe os técnicos.

Prova dos nove, chamam-lhe os leigos.

A mãe sentou-se à sombra e ouviu, através de testemunhos enviesados e contraditórios, a descrição do acidente que conduziu à morte do filho.

Aquele filho que, provavelmente, nem sempre seria carinhoso, nem sempre lhe teria retribuído a generosidade e dedicação; o filho que pese embora imperfeito como nós, aos olhos da mãe surge incólume, imaculado.

O filho que, na noite maldita, resolveu exagerar no álcool e conduzir, despreocupadamente, na estrada mal iluminada, olvidando as luzes da mota.

O filho que sucumbiu ao embate com o veículo manuseado pelo arguido, cuja conduta, independentemente de merecer ou não censura, foi carrasca e definitiva quer para o que partiu, como para os que ficaram, obrigados a aprender a viver com a perda, com angústia, com a saudade e o desnexo da ausência.

A mãe permaneceu sentada, apertando as mãos com força para conter as lágrimas que os seus olhos espelhavam

A irmã reagia, pois dela outra atitude não se esperava.

Não querem dinheiro; não querem compensação pelos danos morais e patrimoniais.

A companhia de seguros adiantou-se ao arguido e aos poucos o dinheiro foi-se, enquanto aguardam o dia da justiça, o dia em que esperam que a morte do filho ganhe sentido e seja justificada.

Aos olhos delas, o carrasco não tem outro nome; está condenado à partida, merece um castigo exemplar.

A cada sessão reacendem as memórias, recordam o momento, revoltam-se com a partida, reavivem a dor.

Pedem apenas justiça.

Pedem que o tribunal a faça, pois outra coisa não lhe compete.

A mãe não vê o que os olhos dos outros enxergam. Não sente como nós, os técnicos, os que analisamos.

Ela alega apenas querer justiça.

Sem saber ilude-se.

Quanto mais tempo passo em tribunais, mais convicta fico que justiça, se a alguém compete, é a Deus.

E hoje acaba!