sexta-feira, agosto 10, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
Segredos de justiça
O caso Madeleine McCann regressa aos noticiários com suspeitas que, apesar do aparato de novidade, mais não são do que conclusões lógicas: os pais da menina são possíveis suspeitos.
Os avanços da investigação reconduzem-se simplesmente a esta conclusão que, aliás, sempre existiu, pese embora camuflada por outras tantas suspeitas que a Policia Judiciária levantou desde o início do quebra-cabeças mais mediático da história Portugal .
Daí que mostre alguma relutância em surpreender-me com este suposto “avanço” na investigação que mais parece uma manobra de ilusionismo, por parte da tão criticada PJ, para limpar a sua imagem, danificada perante os resultados inconclusivos da investigação, por si, liderada.
Curioso, ainda, o facto de em Portugal o profissionalismo se confundir com ataques pessoais: a polícia britânica, igualmente sem grande novidade, critica e aponta o dedo aos métodos, certamente arcaicos na sua óptica, da polícia portuguesa trabalhar. A polícia portuguesa, por sua vez, espicaça-se com as provocações de terras de sua majestade, como se anos de história de arrogância inglesa em terras lusas tivessem caído no esquecimento.
Nas entrelinhas, uma criança continua desaparecida, a hipótese da sua morte é assumida publicamente (como se essa hipótese não fosse óbvia desde os primeiros dias de investigação fracassada) e os pais que um dia emocionaram o mundo com as mãos trémulas e o caminhar irregular pelas ruas da Praia da Luz, começam a sofrer o estigma da investigação e os efeitos perversos da campanha mediática que eles próprios lançaram: o julgamento público, sem sentença ou contraditório.
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9:22 da manhã
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sexta-feira, agosto 03, 2007
quarta-feira, agosto 01, 2007
Ofensas e injúrias
Mulheres que dizem amar demais e confundem amor com doença; dedicação com obsessão; saudades com desespero.
Descontrolo genético ou esquizofrenia disfarçada?
O advogado transforma-se, então, no psicólogo e a questão deixa de ser jurídica.
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8:09 da tarde
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terça-feira, julho 31, 2007
Initial confusion
Após a produção de "posts" tão entediantes, a única explicação que encontro para que este blogue mantenha um nível de visitantes diários aceitável, deve-se unica e exclusivamente ao engenhoso motor de busca da Google que os reencaminha para este canto da blogosfera, com alguma malícia diga-se , quando estes pesquisam expressões como "menino e a cabritinha", "mensagem para a filha" ou "família Scofield no mundo"...
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9:24 da manhã
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Verão na cidade
Noites em claro em quartos cálidos.
Dias abafados na cidade cujos habitantes que rumam a sul; dias que duram eternidades.
As manhãs confundem-se com as tardes; as tardes atormentam-nos com o sol escaldante, as noites atrasam a sua chegada.
A preguiça entorpece os músculos, o cérebro e a vontade.
* Nota da autora: recordar este pequeno brainstorming da próxima vez que resolver ir de férias em Setembro!
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9:12 da manhã
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quinta-feira, julho 26, 2007
Silly season - O escritório
Cinco e meia da tarde.
38º graus à sombra.
Lisboa.
Escritório em mudanças.
Em cima das secretárias em desalinho, a análise de questões processuais é adiada, em virtude das dificuldades técnicas.
Subitamente, sou acusada de ser presunçosa por afirmar que a vizinha que reside no andar imediatamente superior ao do escritório é a D. Paula quando, aparentemente, quem lá reside são uns engenheiros quaisquer!
Long live the silly season.
Que todas as questões que ocupem a alma humana sejam estas (com ou sem presunção).
Ámen.
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5:45 da tarde
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Silly season - As bodas
"O que a gente precisa é de dinheiro, pois tá bem, mas que me expliquem quando se perderam as formas e o sentido comum e por que carga de água agora tudo se mede em euros. Juro que o que me apetece é oferecer um dálmata de porcelana, só para foder e para se deixarem de merdas."
via Rititi
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5:41 da tarde
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Não separe o homem aquilo que Deus uniu
Passaram trinta anos juntos a partilhar casas, filhos e projectos.
Observando-os de perto, porém, anos de afastamento foram silenciosamente palmilhados.
Como é possível caminharem juntos percursos tão separados? O que os uniu de início quando possuíam, desde logo, personalidades tão distintas e sensibilidades antagónicas?
Do matrimónio da juventude restam apenas imagens a preto e branco emolduradas, como deve
ser, em cima do aparador da sala.
Não pretendendo quantificar a felicidade, poder-se-á dizer que vivem infelizes, disfarçando as desilusões e as mágoas com artíficios do quotidiano.
Dizem-se casados, mas há muito deixaram de o ser.
Não separe o homem aquilo que Deus uniu... ou não una Deus aquilo que o Homem, mais tarde, não tem coragem para separar.
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8:53 da manhã
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