quarta-feira, novembro 07, 2007

Coerência feminina

...

Coerência... quê???

terça-feira, novembro 06, 2007

Um ano

De fora chegam notícias que exigem reciprocidade: O que contam os da casa? O que se faz por essas bandas? Como é que tens andado? Como se passam os dias?


Consoante a insistência, assim se encolhem os ombros, assim escasseiam as respostas.
O tempo reduz-se a pó, a velocidade ilusória dos dias confunde-se com o vazio.

As rotinas esvaziam o conteúdo das vidas, deixam-nos cair no anonimato, no desprendimento.


Respondo,
por preguiça (e desleixe) que nada de novo há a contar. Tudo na mesma, tudo tranquilo.

Igualmente camuflado em agendas rabiscadas e ritmos de cafeína, passou um ano.
De coragem e irreversíveis mudanças .

Exactamente um ano depois é tempo de regozijo; de celebração; de acção de graças.

Vencemos. Venceste.

E, cedendo à emoção, apropriada ao delicado momento, caímos no lugar-comum: há um ano atrás, conhecemos o primeiro dia do resto das nossas vidas.
Que a memória não se perca, mas que a experiência não se repita.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Día de Muertos


"En México, más que una festividad Cristiana, es una celebración donde se mezclan tanto la cultura prehispánica como la religión católica, donde el pueblo Mexicano logró mantener sus antiguas tradiciones vivas.

Dentro de éstas tradiciones se mezclan sentimientos contrastantes, como lo son el dolor de perder a un ser querido, unidos al colorido de la fiesta y la diversión (...)"


quarta-feira, outubro 31, 2007

A propósito de tudo e de nada

"É um gajo que eu admiro, pá! Tem sentido de humor e não se leva demasiado a sério, o que nos dias que correm não só pode ser entendido como um sinal de verdadeira inteligência."

O senhor que se segue


















Josh Rouse

26 de Novembro

Aula Magna

Irmãos e irmãs

"Comportavam-se como irmãs: ora choravam, ora riam; ora se abraçavam ou se repeliam; queixumes e confortos numa mesma linha de diálogo.
Receberam a mesma educação, frequentaram as mesmas escolas, os amigos eram comuns.
Leram os mesmos livros, a música foi sempre partilhada, mas os ideais desde sempre as separaram.
Com a passagem do tempo as diferenças de personalidade acentuaram-se. Os planos deixaram de convergir. As ideias tornaram-se paradoxais.
Por vezes, observavam-se como estranhas, unidas pela fatalidade incontornável dos laços familiares.
Não era uma questão de falta de afectos, pois estes existem a priori.
Trata-se de embaraço, de uma distância socialmente aceitável; de uma relação que prescinde de palavras por delas não carecer.
E o tempo passa sem que nada se altere, com as mesmas oscilações de humor, os mesmos ciúmes irracionais.
Anos depois, com os filhos já longe, sentadas no sofá, riem juntas.
Ao fazê-lo vincam ainda mais as rugas que lhes desenham o rosto: afinal, ainda discutem por causa do comando da televisão que agarram com as mãos trémulas da artrite."

domingo, outubro 28, 2007

À míngua

Lá dizia o outro... quem tem tempo, tem blogue.
Quem não tem... tem pena.

segunda-feira, outubro 22, 2007

The Kingdom



O regresso, em força, às salas de cinema, desta feita com pipocas e coca-cola, num formato pouco original e que peca pela superficialidade.
Ainda assim, mais não se poderia exigir para um serão de Domingo que mais parecia uma segunda-feira.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Amiga regressada de N.Y

"Então, como correu essa viagem?"

"Bem...nem te conto. Foi linda. Maravilhosa! Aquela cidade, pá, aquela cidade... Digo-te, eu nasci para viver naquela cidade. Tem tudo a ver comigo."

"Não te querendo desmoralizar com os meus habituais comentários amargos, não me parece que sejas a única que deveria estar a viver em N.Y.. Sempre considerei que o facto de todos nós termos nascido e vivido, quase sempre, na parvalheira mais ocidental da Europa, foi um tremendo erro de casting... "

Obrigada!


Quem disse que as acções "só" ficam para quem
as faz?

quarta-feira, outubro 17, 2007

Mighty heart




Recordemos imagens de um passado recente. Aquelas que , actualmente, quase que nos deixam indiferentes durante o jantar; que já não impressionam nem retiram aos abundantes alimentos o sabor acrescido de uma refeição tranquila.

Recordemos as vítimas da violência cobarde, o miserável terrorismo.

Recordemos, com esforço, os tempos em que o medo não fazia parte do quotidiano e a violência ainda impressionava.

Infelizmente, a barbárie tornou-se vulgar e as tragédias não têm como cenário ideais nacionalistas ou credos inabaláveis: tornam-se comuns e nessa desvalorização, não são nada mais do que um drama pessoal.
A culpa, como sempre, morre solteira e os porquês tornam-se supérfluos.

O drama da família Pearl, retratado a partir dos relatos da própria Marianne Pearl e através de uma representação irrepreensível de Angelina Jolie, provoca a emotividade e a reflexão que os noticiários descuram.

Para ver.
Para pensar.


sábado, outubro 13, 2007

State of mind

Momentos há em que desejo ser vedeta o suficiente para poder usar e abusar do gesto e ainda ser aplaudida por isso!