quarta-feira, junho 28, 2006

Pausa...



Aparentemente há vida para além das paredes imediatamente em frente à minha secretária.

O sol voltou, a temperatura ameaça subir e felizardos há que já se podem esparramar, descontraídos, na praia, deixando os neurónios a marinar até Setembro.

Quando o curso terminou, julguei que jamais voltaria a saudar Julho com aquela ligeira enxaqueca ansiosa; que jamais teria que voltar a rotina dos dias inquietantes de reclusão, à espera do desconhecido.

Apesar de inconscientemente saber que todos nós somos avaliados diariamente através de cada acto, palavra e inclusivé de cada omissão que nos permitimos, submeter-nos a um teste causa sempre desconforto e temor.

Principalmente quando os critérios não são justos, os avaliadores são humanos e, consequentemente, não são isentos ou infalíveis, quando os conhecimentos adquiridos ao longo do estágio não obedecem a padrões homogéneos, quando se pretende avaliar aptidões profissionais num único dia, sob pressão e sem uma qualquer limitação da matéria a avaliar.

Parte boa: a música, os jogos do Mundial, o ligeiro “Memoirs of a Geisha” para ler no final do dia, como contraponto do Código de Processo Civil.

A má?

O risco de em Setembro, dois anos após a entrada no mundo laboral, ver-me novamente enclausurada e a brincar ao faz-de-conta dos estudantes.

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