segunda-feira, janeiro 31, 2005

"Un long dimanche de fiançailles"



Para aqueles que vão à espera de ver um "Amelie Poulin" parte 2, pois lamento informar que a tónica do filme é bastante diferente.
Em comum, têm a excelente interpretação de Audrey Toutou , que definitivamente veio para ficar, e que em ambos filmes encarna um personagem esperançoso, com um olhar misterioso e doce, que se recusa a aceitar que a vida é só aquilo que aparenta ser.
Com uma perseverança fora dos limites do imaginável, Mathilde rejeita as supostas evidências e parte em busca do seu noivo desaparecido durante um confronto na 1ª Guerra Mundial.
Busca essa que à partida se via infrutífera, desanimando qualquer pessoa que se encontrasse naquela situação, à excepção dos espectadores como eu, que se permitem sonhar por estarmos perante um filme, por estarmos perante ficção.
Porque será que às vezes na vida real é mais complicado? Será por isso que recorremos a apoios, mezinhas ou superstições, para conseguir acreditar e manter viva a esperança, tal como Mathilde o faz ao longo do filme?
Se eu conseguir escrever este post de um só vez, sem corrigir qualquer erro ortográfico, é porque nos próximos tempos serei possuidora de uma inspiração prodigiosa...
Espero que resulte comigo da mesma forma que resultou no filme! E espero que vão ver o filme , porque é bom e recomenda-se nestas noites frias que se fazem sentir.
A alma sairá certamente "
aquecida" do cinema...

Sem comentários: